sábado, 13 de janeiro de 2018

E diz que a Maia tinha razão (parte II)

E diz que este ano os peixes vão ter uma vida amorosa "ímpar".
Eu cá continuo na mesma mas ao que parece um querido amigo enviou-me isto pelo correio:



Estou tão, mas tão feliz!
Esta é uma daquelas amizades raras, esquesitas mas especiais. Conhecemo-nos nos blogosfera, num outro blog que eu tinha, a meu nome verdadeiro. O dele tambem era dentro do genero e entre comentarios mutuos, la fomos trocando uns mails. Descobrimos depois que tinhamos um conhecido em comum, o pai de uma amiga minha. Eu devia ter uns 15 ou 16 anos e ele uns 20... Se isto poderia parecer estranho a verdade é que não foi. Marcamos um encontro (coisa que não costumo fazer mas ao ter o pai da minha amiga em comum com ele, pareceu-me seguro) e não me arrependi. Ele era a pessoa que mostrava ser, inteligente, sensivel, um homem correcto e admiravel. Mais de uma década depois e com algumas visitas que mantiveram amizade acesa, foi com enorme surpresa e carinho que recebi este convite de casamento. A noiva nem imagina a sorte que tem. Conseguiu o principe que todas desejamos!
Agora só falta convencer uma amiga a ir comigo... eu e ele não temos amigos em comum que vão ao casamento. Acho que me sentirei meio deslocada... as minhas amigas acham estranho e meio lesbico serem minhas acompanhantes mas tenho de convencer alguma! Isto de ser solteira tem muito poucos inconvenientes mas este é um deles.
E ainda tenho de pensar a sério na dieta... estes quilos todos ganhos em Lisboa não ajudam nada a entrar e ficar incrivel nos vestidos que andei a ver hoje:




PS: vá lá, torçam por mim, apoiem-me na missão Bikini Matrimonio 2018. Não tenho um único vestido longo e acho que eles só ficam bem em mulheres mais magras e elegantes. Redondinha como estão, não vou gostar de me ver...

E diz que a Maia tinha razão (parte I)

Dizia a Maia e outros 2 ou 3 cartomantes na televisão pública que este ano era o Júpiter não sei donde e que todos teriamos o poder de realizar o que queremos. Pois bem... eu cá estou na mesma mas os meus amigos, finalmente, estão a conseguir o que sempre quiseram e eu não poderia estar mais feliz por isso!
Lembram-se da Charlotte que tantas vezes mencionei neste blog (e que há séculos que não falo nela, é certo...)? Aquela amiga cheia de problemas de saúde, vitima de inumeros abortos espontaneos, esfermeira?
Pois bem... é desta! Parece que oficialmente vamos ter herdeiro em Março!
E ela está tão bonita, feliz e luminosa... fui de próposito ao alentejo ao seu chá de bebé, carregada de mimos e de orgulho.
E foi muito bom. Reencontrei amigos que não via (pasmem-se) há 10 anos. DEZ ANOS!! A sério que já estou numa idade em que não vejo pessoas há 10 anos?!? E como pode passar uma década assim tão rápido, sem nem me dar conta?

Fracisquinho, o sobrinho mais desejado


Os presentes da tia (mais um kit de higiene)

Nós duas (Deus, preciso mesmo emagrecer...)

Com a primeira sobrinha, a filha da primeira do grupo a ser mãe, já com 2 anos e que eu ainda nem tinha conhecido

Não gosto da cidade onde vivem os meus pais, nunca gostei. Não me arrependo de ter saído de lá e só voltar 1x por ano. Mas sinto muita falta dos meus amigos, de poder vê-los quando quero e de tudo ser perto e fácil

sábado, 30 de dezembro de 2017

Mais uma reflexão de fim de ano da blogosfera...

Este ano passou a correr.
Sei que muitos dizem isto todos os anos mas realmente, eu nunca tinha sentido um ano de modo tão célere. Ainda ontem estava a comemorar a passagem de ano com um ex amigo colorido na minha actual (na altura recente) casa, com a minha colega de casa venezuelana e alguns amigos seus conterraneos, com alguns amigos meus (e o dealer de um deles, que sem me perguntar decidiu trazer para se juntar à malta). De repente... foi o semestre, as férias em Italia, o verão repleto de trabalho e praia, retomar o ano lectivo e... acabou.
E num piscar de olhos já se vão 2 anos em Lisboa.
Sinceramente, já me acostumei. Já a consigo mastigar. Mas decididamente... não tem nada a ver comigo!
Já não me stressa nem deprime, mas não me apaixona. E de que serve a vida sem paixão?
Espero com todo o coração que 2018 seja o meu último ano cá. Estou cheia de curiosidade para ver o que a vida me reserva. E claro, como no final de todo e cada ciclo, bate aquela "depressãozita" de final de época... "mas o que me espera? Será que terei um futuro porreiro? Será que virarei sem abrigo?". Enfim... questões de uma futura assistente social que está a ficar contagiada de tanta dura realidade que tem visto e que lhe afecta os pesadelos.
Resta pensar em alternativas ou promessas para fazer de 2018 um ano um pouco mais animado que estes 2 ultimos. Ando em busca de uma actividade desportiva que me entusiasme e decidi fazer alguns cursos de linguas no verão. Apesar de não ter nenhuma decisão tomada nem um rumo pensado, é melhor arranjar algumas ferramentas para o "amanhã".
Também seria porreiro encontrar um amor tranquilo, equilibrado e reconfortante... contentava-me com um clone do Ubbe da serie Vickings, caso Santo Antonio exista e esteja num dia fixe para atender pedidos...

Maltinha, feliz ano, cheio de planos, melhor que o meu, tá?

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

De como um mau chefe pode comprometer uma Multinacional inteira

Sempre ouvi dizer que os cães, mais instintivos, sempre a salivar e a correr atrás da cadela com o cia, se assemelham aos Homens e que os gatos, esquivos, desconfiados, matreiros, se assemelham às Mulheres.
Concordo completamente!
Se de modo geral já observo uma esmagadora maioria de homens com atitudes primitivas e básicas, o meu chefe é o lider de todos eles. [acredito e conheço boas excepções, queridos Homens... pena é que já vão sendo poucos...]
O meu chefe acha que estimula os funcionários só referindo-lhes os defeitos, as fraquezas; nunca os pontos fortes. É o tipico "puxa pra cima pisando pra baixo". Mas claro.... se o funcionário tiver mamas grandes, usar roupa justa e/ou curta e lhe fizer muitas festinhas no braço enquanto falam, está tudo bem; passará a chefe de uma qualquer secção em 3 meses. Veridico, gente. É um abuso nas piadas de cariz sexual, nos toques, na falta de noção e educação.
Cada vez mais vejo o trabalho a acumular-se, um desfilar sem fim de jovens de 20 anos já completamente operadas (até ao rabo... juro!), uma desmotivação a instalar-se entre aqueles que trabalham e que, por sua vez, recebem ordens de novos chefes maquilhadissimos que nem sabem falar.
Tenho para mim que este deve ser o meu último contrato. As renovações passam sempre pelo aval dos chefes directos e eu já começo a ter "pequenas crispações" com as miss chefes que além de não me resolverem nada, ainda me enchem de trabalho enquanto passeiam os saltos altos.
Maldita gente, pouco profissional!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

E livrai-nos do mal (amado), Amén!

Vi este segredo no famoso blog Shiuuuu:


E só me fez ter ainda mais a certeza que como sou grata por não ser carente.
Claro que todos gostamos de sentir borboletas no estomago! Eu também adorava ter um barbudo aqui no sofá à minha espera no fim de cada dia para muitos beijos intensos, sexo até de manhã ou simplesmente e nada mais saboroso que isto: concinha no sofá com filmes e pipocas. Fazer planos a dois, ir de viagem, partilhar uma amizade com uma forte atração entre corpos... às vezes sinto falta disso. Mas acima de tudo nunca quis alguém mais ou menos ou que fosse só a atração sem a amizade intima.
Quando sinto falta de alguém, sinto-o por bons motivos. Sinto-o porque acho que estar apaixonada tem como cereja no topo do bolo partilhar certas coisas nos braços certos e poder dormir num beijo seguro. Ter alguém que não me queria como o quero está fora de questão. Ter alguém que me queira às vezes, ou só para sexo, ou só para preencher a agenda está fora de questão. Por isso não entendo este tipo de segredos e sinto-me sempre triste quando vejo estes exemplos. Lembro-me sempre de algumas amigas proximas que fazem isto consigo mesmas.
Aos 28 anos e depois de algumas experiencias duras, atrevo-me a dizer que sinto que atingi uma boa maturidade emocional e afectiva e que me sinto preparada para ter alguem a sério, com respeito e importancia. Mas claro... não depende so de mim e não aceito quem não esteja na mesma onda.

sábado, 11 de novembro de 2017

Das voltas que a Vida dá

Quis ser Assistente Social para tornar o mundo melhor. O mundo talvez não, pois há gente muito mais poderosa por cima mas pelo menos mudar algumas vidas para melhor. Mudar vidas em risco, como por exemplo os sem abrigo, os refugiados, os migrantes, pessoas que só precisam de uma chance para ter coisas que a maioria de nós considera básicas e toma como garantidas.
Mas depressa percebi que pelo menos em contexto de estágio, numa capital onde tudo é rapido e pura concorrencia, tal não será possivel.
Deparo-me assim, após muita procura, stress, sem ver a luz ao fundo do tunel com aquele que parece o estágio perfeito, por motivos bem práticos:


O local está perto do meu emprego, os horários de atendimento encaixam na perfeição na minha agenda, o ambiente é bom, todos são receptivos.
Confesso que ainda que respeite muitissimo, sobretudo, as pessoas transexuais, nunca me imaginei a estagiar neste campo. Acredito que passam por muito, que o preconceito numa sociedade católica pese mas sempre me imaginei a fazer algo diferente. Ás vezes creio que escolhi o mais facil de conjugar uma vez que sou trabalhadora estudante e acrescentar o estágio à equação torna tudo muito dificil e já o ano passado não consegui conciliar tudo, num estagio que quis muito e que tornou impossivel de conciliar. Claro que o estágio, por mais que fosse a área que tanto queria, migrantes, ao ser numa entidade católica vi muitas coisas que não gostei nem apoio. E após muita pesquisa pude entender que no nosso Portugal pequeno, só quem ajuda migrantes e refugiados são entidades cristãs. Assim sendo, tornou-se claro para mim que essa área de estágio estaria fora de cogitação. Descobri depois esta área na figura de uma associaçao que além de lutar pelos direitos LGBT, está a crescer no que toca a recepção de refugiados sexuais (pessoas que fogem dos seus países de origem porque lá ser gay tem pena de morte). Este último facto cativou-me e, quem sabe, através desta intervenção, não conheço um mundo incrivel, multicultural, onde desenvolverei igualmente competencias burocráticas aplicaveis a outras áreas?
Bom... que venha daí o ultimo ano de licenciatura, com este estágio que nunca pensei fazer e ver como corre.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Da melhor prenda que alguma vez me deram





Porque dizem que as imagens valem mais que as palavras:





Os Alterbridge são a minha banda favorita desde sempre. A minha música de sempre é deles.
E foi com emoção e surpresa que a ouvi ali, naquele espaço, cantada por milhares, pelo meu Myles.
Esta tour é para apresentar o novo Cd e nunca imaginei que ele cantasse uma musica com mais de 10 anos. Mas cantou. Tinha de ser.
Sempre achei que gastar dinheiro em concertos era dinheiro mal gasto. Pagar para ver uma banda em ponto pequeno, com 85725757 cabeças à frente e um som duvidoso não é a minha cena. Mas o Coliseu não é grande, é acolhedor, permite uma energia intimista como se quer num rock, a meu ver.
Tudo o que sempre achei sobre o Myles Kennedy confirma-se. Mas melhor ainda. É de verdade simpatico, é humilde, grato, divertido... ele é mesmo uma pessoa encantadora! O Tremonti tem um esmagador talento, não é graças a nenhum som editado. Enfim... amei, amei! Alias, a partir de agora vou vê-los todos os anos!
Obviamente agradeci ao summer crush a melhor prenda de sempre!

sábado, 28 de outubro de 2017

Resolvido e com direito a boa acção!

Amanhã é o concerto da minha banda favorita e eu sentia-me ansiosa.
Entendi que era por ir ao concerto com Ele, que não vejo há muito e sentir, com toda a certeza, que seria estranho estarmos ali, lado a lado, a tentar parecer descontraidos, a cantar.. pelo menos para mim não seria a noite mais divertida de todas.
Pensei, pensei, pensei, repensei... será que lhe digo que não quero ir e que leve um amigo? Será que sou má e lhe peço os bilhetes para ir com outra pessoa? Ai que dilema!
Só pedi ao meu Santo António que o fizesse ter um contratempo, nem que partisse uma perna, sei lá,e que fosse ele a não puder vir! Pedi até que tudo fosse um esquema para ele parecer um principe porreiro e que no fim, fosse só garganta e não existissem bilhetes nenhuns!
E ZÁS! Raven effect, como lhe chamam os meus amigos, a coisa fez-se.
Liga-me o moço a avisar que mudou de emprego, que já não pode vir à capital, que as coisas se complicaram, que está muito triste, tem muita pena mas que me manda os bilhetes,
Uffffffffffff! Sairam-me 20kg de cima! St. Antonio... you rules!
Agora só falta a pessoa certa para me acompanhar numa noite que já se adivinha muito mais descontraida!
Ia ligar a umas amigas que certamente me diriam sim pela selfie, para me acompanhar mas não aproveitariam de verdade. Quando de repente se fez luz! E aquela menina de 22 anos, de uma familia extremamente carenciada, que já passou por tanto que acho que gosta deste género de música? É um doce de miuda, muito esforçada, que sempre que pode junta dinheiro para castrar gatinhos de rua e passa a vida a dizer que nunca terá sorte e que gostaria de ser como eu quando crescer.
Lá lhe liguei e.. tcharan! Ela "só" adora a minha banda! Ficou emocionada e ainda mais feliz quando lhe garanti que não queria nenhum dinheiro pelo bilhete, queria simplesmente oferecê-lo. E arrepiada fiquei eu quando a oiço dizer "é que nunca ninguém dá nada a ninguém".
Acho que vai ser uma grande noite!

Da economia espiritual


Viva o reiki, a meditação, os eventos de mindfullness à beira Tejo, a construção de Templos Budistas, o amor ao próximo e os posts de Facebook atacando a era rapida e descartavel que vivemos, colocando selfies e mais selfies com legendas apelando ao amor, ao YOLO, e gritando "ABAIXO A VAIDADE E O EGO".
Contudo, ainda não vi nenhum mestre de Reiki que inicie pessoas gratuitamente ou a preços simbolicos. Os argumentos mais usados? "Se dou tempo e ensinamentos a alguem, o meu tempo deve ter um preço", ou o meu preferido, que já ouvi inumeras vezes "Se estas coisas milenares, esta sabedoria sagrada estiver facilmente ao dispôr de qualquer um não lhe darão valor". Sei...
E ainda esta semana vi um curso de meditação a 1000€. Sim... MIL! Mas é tudo muito espiritual e a conexão com o universo e a essencia de Deus e bla bla bla... mas SÓ se tiveres dinheiro. Porque o universo ou Deus não chega aos pobres com contas para pagar.
Eu tenho alguns cursos espirituais, é certo. Paguei por todos eles, uns mais caros que outros. Mas e quem não pode mesmo? Já assisti a uma senhora com bastantes dificuldades economicas, recem despejada de casa por não poder pagar a renda, a pedir, encarecidamente a um destes gurus cheios de dons, que lhe fizesse algo: reiki, cura reconectiva, algo... algo que a fizesse sentir melhor. E a resposta foi "As minhas consultas são 60€. Não se preocupe se não puder pagar agora. Tudo tem o seu tempo e significado. Um dia há-de poder pagar-me. Até lá, é porque Deus acha que ainda não é o momento de chegar a mim". Sério?!?... Só vos digo que se calhar sou eu que sou herege mas pronto, ofereci-me para fazer reiki à senhora, fi-lo 1x por semana durante uns meses e a senhora em troca dava-me um cafe (isto porque dizem os entendidos na coisa, ou chico espertos vá, que todo o serviço energético deve ter uma troca material e assim provei a quem usa esse argumento, e que até pode ser real, que um café tambem conta e nem tudo precisa ser em troca de 250€ por curso).
Assim apelo às pessoas que de verdade se preocupam com conhecer melhor o seu interior, melhorar a sua energia, que pensam no bem dos outros e em criar um mundo melhor, que tornem a sabedoria, o amor e a energia feliz ao dispôr de todos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

É que só a mim!!

Quando tens uma filosofia / postura na vida de "Não tenho arrependimentos!", "Vive a aventura!", "As coisas más não existem, tudo são memorias incriveis" e alguém do teu passado decide que, já que é uma memória rica, deve participar próactivamente no teu presente porque tu és uma porreira, dona de uma desenvoltura apaixonante (parafraseando o alguém do passado...).
Lembram-se do fofinho, amor de verão, que tinha uma relação de 11 anos e no fim decidiu que se calhar bom mesmo é manter-se na zona de conforto? Pois... parece que, apesar de manter todo o seu caos mental e força de caracter fraca, decidiu oferecer-me um bilhete para irmos (sim, não ir... eu, sozinha, feliz... IRMOS) ao concerto da minha banda favorita, conhecer o meu ídolo de há anos que, curiosamente, ouvia a diário durante a minha relação com o meu ex que faleceu há 3 meses.
Sou só eu que acho isto despropositado?
Ok, é certo que ele já me tinha dito que tinha comprado os bilhetes em julho. Mas estavamos juntos! Nunca esperei receber uma mensagem dele agora, outubro, a dizer "Não te esqueças do concerto!".
Fui directa, perguntei-lhe se ele achava que fazia sentido irmos ao concerto juntos... insistiu que é a minha banda de sempre, que ele tambem gosta muito, que uma coisa não tem nada a ver com a outra... Oh Valha-me Santo Isidoro!
Bom... eu por amor ao meu ídolo vou mas é repetir os bordões do inicio deste texto, "Não tenho arrependimentos!", "Vive a aventura!", "As coisas más não existem, tudo são memorias incriveis" e encarar que o meu verão foi bem jeitoso, pude viver um crush breve, fresco, com um trintão podre de bom com six pack e que ainda por cima me proporciona uma prenda inesquecivel.
Agora é pedir ao universo para que a prenda não se torne no inesquecivel momento mais constrangedor da minha vida! Segunda dou noticias.